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Pizza de Figos, Queijo de Cabra e Ervas

Nunca gostei de Figos. Cresci com uma grande figueira no quintal, pois, eu sei, a velha história das nozes a quem não tem dentes, mas nunca consegui provar um. Fazia-me impressão aquela textura estranha e nunca mais me vou esquecer do dia em que abri um e estava cheio de bichinhos. Para mim eram mais uma panca dos adultos, ficavam doidinhos com aquilo. E no fim do Verão era um rodopio de volta da árvore que só visto!

Mas este ano decidi que estava na altura de perceber esse burburinho todo por causa dos Figos. É que desde que vi esta pizza que fiquei a sonhar com ela e não podia deixar de a provar só por causa de um pormenor técnico como ai-não-gosto-de-figos, não é verdade? A prova de fogo foi no mercado biológico do Parque da Cidade, com direito a público e tudo! Enchi-me de coragem e lá dei uma trinca... Naquele momento percebi tudo. Espantosamente doces e com uma complexidade de texturas sublime, a polpa suculenta, o crocante das pequenas sementes e a pele suave. Sim, naquele momento entrei definitivamente no clube!

Vim para casa já de água na boca a pensar no que me esperava, a imaginar o doce destas pequenas maravilhas entre o salgado do Queijo de Cabra e os aromas das Ervas Aromáticas e do Vinagre Balsâmico. Uuuhmmm! Nunca o caminho me pareceu tão longo!








Sei que já vem um bocadinho tarde mas se ainda encontrarem Figos no mercado por favor experimentem esta pizza. Prometo que vai ser das melhores que já alguma vez provaram!


Ingredientes

Massa (para 6 bases)

375g de Farinha de Trigo
375g de Farinha de Trigo Integral
1 saqueta de Levedura Seca
480ml de Água morna
2 colheres de sopa de Sal Marinho

Pizza
Figos Pingo de Mel
Queijo de Cabra 
Salva, Tomilho e Oregãos
Mozzarela ralada
Azeite
Sal Marinho
Pimenta Preta moída na hora
Vinagre Balsâmico


Preparação

Massa
Numa tigela grande dissolver a levedura na água morna e deixar repousar 5 minutos.
Misturar a farinha de trigo e o sal.
Lentamente ir misturando a farinha de trigo integral, mexendo sempre até a massa começar a descolar da taça.
Colocar a massa numa superfície ligeiramente enfarinhada e trabalhá-la com as mãos até que fique bem macia e elástica durante cerca de 10 minutos.
Formar uma bola com a massa e voltar a colocá-la na tigela.
Cobrir com um pano e deixar crescer durante 2 horas até duplicar de tamanho.
Cortar a massa em 6 porções, formar pequenas bolas, cobrir e deixar repousar mais 30 minutos.
Esticar uma das bolas numa superfície enfarinhada até formar um círculo (não precisa de ficar perfeitinho, até gosto mais das pizzas meias tortas).
Embrulhar as outras bolas de massa em película anti-aderente e congelar até 3 meses.

Pizza
Ligar o forno para ir aquecendo.
Transferir a massa de pizza esticada para um tabuleiro forrado com papel vegetal.
Dispôr o queijo de cabra em pedaços e os figos cortados em fatias a gosto sobre a massa.
Espalhar as ervas aromáticas pela pizza e temperar com sal e pimenta preta.
Salpicar com a mozzarella ralada e levar ao forno cerca de 20 minutos.
Servir com um fio de vinagre balsâmico.


Adaptado daqui.


Pêssegos em Calda de Especiarias


O último dia do Verão amanheceu cinzento. Parece que o Outono anda invejoso e não o deixou acabar em glória.Vem cheio de pressa com as suas folhas laranjas e estaladiaças caídas pelos passeios e os dias frescos cada vez mais pequenos. Ainda faltam algum tempo, mas já se vêm no horizonte as tardes passadas debaixo das mantas com a casa a cheirar a especiairias...

Sim, já se percebeu que adoro o Outono, mas este Verão tão especial não merece ir embora sem uma despedida digna. Estes Pêssegos em Calda de Especiairas são isso mesmo. Como se a doçura do Verão e o conforto do Outono se juntassem num só para celebrar o fim de um ciclo e o ínício de outro.






...e quando o Inverno for alto, basta abrir um destes frasquinhos e saborear bem devagarinho estes últimos dias de Verão.

Ingredientes

3 Pêssegos maduros
550ml de Água
150g  de Açúcar Amarelo
2 fatias fininhas de Gengibre fresco
2 paus de Canela
2 estrelas de Anis
5 Cravinhos
3 vagens de Cardamomo
Manjerona, Iogurte e Amêndoas para servir (sugestão)

Preparação

Numa panela funda colocar a água, as especiarias (não esquecer de abrir as vagens de cardamomo), o gengibre e o açúcar.
Misturar bem e deixar levantar fervura.
Baixar o lume e deixar apurar, mexendo de vez em quando, até o açúcar se dissolver completamente. 
Entretanto fazer uma cruz no fundo de cada pêssego e colocá-los numa panela com água a ferver durante 5 minutos.
Transferir para uma taça com água fria  e deixar repousar por 1 minuto.
Escorrer e retirar a pele com uma faca.
Colocar os pêssegos na calda de especiarias e cobrir o tacho com uma folha de papel vegetal.
Tapar e deixar cozinhar por 20 minutos.
Retirar os pêssegos e deixar a calda apurar mais 10 minutos e coar para uma taça.

Para conservar

Colocar os pêssegos em frascos esterilizados e aquecidos, deixando 1 cm do topo e encher com a calda quente.
Tapar os frascos e coloca-los numa panela de forma a que não toquem uns nos outros.
Encher a panela com água quente até cobrir os 2,5 cm dos  frascos.
Deixar levantar fervura lentamente.
Ferver em lume brando 20 minutos.
Retirar os frascos com uma tenaz e apertar bem as tampas.
Após 24 horas verificar se foi criado vácuo e guardar num local fresco e escuro.
Conserva-se por 1 ano.

Para servir

Colocar os pêssegos e a calda numa travessa e salpicar com folhinhas de manjerona.
Servir depois em tacinhas individuais com iogurte natural e amêndoas torradas e grosseiramente picadas.


Adaptado do livro Conservas da editora DK.


Sumo de Melancia

















































Não há nada que diga Verão como uma Melancia, bem fresca e sumarenta. Adoro quando começo a vê-las no mercado, gordas e vaidosas da sua polpa rosada e este ano não lhes tenho conseguido resistir! Têm sido presença constante cá por casa.

Super hidratantes, compostas por 90% de água, são também muito ricas em anti-oxidantes (licopeno), vitaminas do complexo B e sais minerais. São óptimas para a pele e têm propriedade depurativas e diuréticas. As suas propriedades benéficas são quase infindáveis, e é uma poderosa aliada na luta contra problemas cardiovasculares.

Adoro comer uma boa fatia, mas para mim a melhor maneira de aproveitar todas estas coisas boas é com este sumo. E com estes dias de calor tórrido tem sido um verdadeiro salva vidas! :)





Para escolher uma boa Melancia devemos procurar as que têm marcas amarelas na casca (se as manchas forem brancas ou esverdeadas significa que foi colhida antes do tempo) e que produzam um som oco quado se bate ao de leve.


Ingredientes

+/- 650g de Melancia sem casca e sem sementes
4 colheres de sopa de Sumo de Limão
2 colheres de sopa de Açúcar Amarelo
1L de Água fresca
Folhas de Hortelã
Gelo


Preparação

Triturar a melancia com o sumo de limão e o açúcar.
Colocar num jarro com a água e as folhinhas de hortelã e misturar.
Guardar no frigorífico e juntar gelo na hora de servir.


Com um bocadinho de Gin é um cocktail perfeito para um fim de tarde com amigos!


Salada de Grão de Bico com Molho de Pimento Assado e Queijo de Cabra



Nada melhor que o último dia de Agosto para vos mostrar esta salada. Desde que a vi no My New Roots (e-ainda-não-acredito-que-vou-aprender-com-a-Sarah!) que se tornou num verdadeiro clássico deste Verão e até teve direito a estar presente nos Jardins Efémeros. É incrivelmente simples, mas o molho, senhoras e senhores, o molho é qualquer coisa. Rico, cremoso, doce e rústico a contrastar com a frescura picante do Agrião... É perfeito! E o melhor, é que se sobrar, podemos guardar no frigorífico uns dias e usar como um delicioso molho para massas. Já cheguei até a barrar no pão e comer só assim... Descaradamente gulosa! ;)










Ingredientes (para 2-3 pessoas)

2 Pimentos Vermelhos médios
2 colheres de sopa de Queijo de Cabra Chèvre
2 colheres de sopa de sumo de Limão
1 colher de sopa de Mel
1/2 Malagueta Vermelha
Sal Marinho
Pimenta Preta moída na hora
Azeite

550gr de Grão de Bico cozido (cozido por nós fica sempre melhor, mas podem usar de lata)
1/2 Cebola roxa
Folhas verdes à escolha (Espinafres, Rúcula, Agrião...)
2 colheres de chá de Mostarda
Sumo de 1/2 Limão
Sal Marinho
Pimenta Preta moída na hora
Azeite


Preparação

Ligar o forno para ir aquecendo.
Cortar os pimentos ao meio, limpar as sementes e pincelar o exterior com um pouco de azeite.
Colocar num pirex e levar ao forno a assar durante 45 minutos ou até a pele começar a querer sair e ficar enegrecida.
Entretanto misturar a mostarda com um fio de azeite, o sumo de meio limão, o sal e a pimenta numa tigela e temperar as folhas verdes arranjadas.
Retirar os pimentos do forno e colocar num recipiente fechado (isto vai ajudar a retirar a pele).
Deixar arrefecer um pouco e retirar a pele.
Num processador de comida (ou com uma varinha mágica e um copo alto), colocar os pimentos assados, a malagueta vermelha sem sementes, o queijo de cabra, o mel, o sumo de limão e um pouco de azeite e misturar até se obter um puré cremoso (se ficar muito espesso podem acrescentar azeite ou mesmo água até ficar com a consistência desejada).
Cortar a cebola em fatias fininhas e juntar ao grão de bico cozido numa taça grande
Misturar o molho de pimento e envolver bem.
Na tigela em que se vai servir colocar as folhas verdes temperadas e por cima o grão de bico com o molho (ou podem experimentar servir em pequenos pratos individuais).
Regar com um fio de azeite e servir.


Para uma opção vegana substituir o queijo de cabra com tofu cozido, ou até mesmo um iogurte natural vegetal, e o mel por geleia de arroz.


Adaptado daqui.

Sopa Rústica de Tomate Assado

Gosto de sentir a pele salgada depois da praia, da luz laranja que me entra em casa, gosto dos fins de tardes mornos e das noites estreladas, de ouvir as cigarras quando adormeço de janela aberta.... Mas não consigo resistir a um dia de Verão com sabor a Outono. Sabe-me bem esta melancolia cinzenta.

Enquanto oiço a chuva a cair lá fora vou preparando esta sopa. Bem devagarinho, para não espantar as nuvens. Deixo que os sabores se libertem e sinto o abraço reconfortante do aroma que fica na casa. Depois, já sentada no sofá e com uma taça bem cheia como companhia, deixo-me levar por estas pequenas doses de Outono concentrado, completamente rendida às promessas do novo ciclo que se avizinha.





Ingredientes

6 Tomates médios e maduros
1 Pimento Vermelho
3 Cebolas
5 dentes de Alho
500 ml de Caldo de Legumes ou Água
Azeite
Sal Marinho
Pimenta Preta moída na hora
1 colher de chá de Paprika
Tomilho
Manjericão e Pinhões Torrados para servir


Preparação

Ligar o forno para ir aquecendo e forrar 2 tabuleiros de ir ao forno com papel vegetal.
Lavar e cortar os tomates em gomos e dispo-los, com a pele virada para baixo, num dos tabuleiro.
Temperar com sal, pimenta e tomilho.
No outro tabuleiro, colocar o pimento vermelho, cortado ao meio e sem sementes, as cebolas descascadas e cortadas em fatias e os alhos inteiros e com casca.
Temperar com sal, pimenta e paprika.
Levar os 2 tabuleiros ao forno, durante cerca de 45 minutos, até os tomates abaterem e o pimento começar a enegrecer (a cebola e o alho podem assar mais depressa por isso convém ir verificando de vez em quando e retirá-los antes se necessário).
Pelar o alho e colocar todos os legumes assados numa panela grande.
Juntar metade do caldo ou da água (bem quentes) e passar ligeiramente com a varinha mágica.
Ir juntando o resto do caldo até atingir a consistência desejada (eu gosto assim, com pedaços de legumes ainda grandes e espessa, mas podem passar até ficar em creme).
Verificar os temperos e se necessário acrescentar mais sal, pimenta e paprika.
Servir quente, em taças, com um fio de azeite umas folhinhas de manjericão e pinhões torrados.
Perfeita com umas fatias de pão alentejano torrado!


Adaptado daqui.

Massa de Verão com Courgette, Cogumelos e Limão


Esta é provavelmente a última vez que vos escrevo daqui, da minha casa nos últimos 6 anos. No fim desta semana vou trocar Coimbra pelo Porto e começar uma vida nova! Ás vezes ainda sinto um aperto no estômago, vem-me aquele inevitável ai-meu-deus-o-que-é-que-estou-a-fazer de quem deixa o certo pelo incerto, o conhecido pelo desconhecido... Mas no minuto a seguir inundo-me de esperança e sinto que pela primeira vez estou a fazer algo realmente meu, a ir atrás do meu sonho. E no meio disto tudo sinto também um orgulho a aquecer-me o coração, aquele orgulho bom, de quem decidiu mudar a vida e escrever um novo futuro. Pode até não correr bem, mas esse orgulho, esse sei que me vai acompanhar para o resto dos tempos.

Agora tenho a minha vida em caixotes e vou-me despedindo aos poucos desta minha cidade de 14 anos. Será mesmo verdade que tem mais encanto na hora da despedida? Tantas histórias e memórias que habitam nestas ruas...

E na minha cozinha já só se preparam comidas simples e leves para poder aproveitar até à ultima a magnífica luz da casa, como esta massa cheia de sabores de Verão, óptima para comer no sofá a olhar pela janela e sonhar.

Deixo-vos com este poema de Pablo Neruda que tão bem me tem acompanhado:

Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo...

Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajectos,
quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor
ou não conversa com quem não conhece...

Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is"em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente
quem não vira a mesa
quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.

Morre lentamente,
quem abandona um projecto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige
um esforço muito maior que o simples facto de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.


Até ao Porto e... Happy Meatless Monday! *
   

Ingredientes (para 2 pessoas)

220g de Massa Fusili
200g de Courgette
6 Cogumelos Brancos
1/2 Cebola
2 dentes de Alho
1 pedacinho de Raiz de Gengibre
Raspa de 1/2 Limão
Tomilho
Azeite
Sal Marinho
Pimenta Preta moída na hora
Funcho e Sementes de Chia para servir

Preparação

Encher um tacho fundo com água temperada com sal e um fio de azeite e deixar levantar fervura para colocar a massa a cozer.
Num frigideira refogar a cebola cortada em rodelas finas num pouco de azeite.
Picar o alho e o gengibre e acrescentar à cebola quando esta começar a caramelizar.
Lavar e cortar em fatias finas os cogumelos e juntar ao refogado.
Misturar a raspa de limão e o tomilho e deixar cozinhar em lume médio uns 3 minutos.
Lavar e cortar a courgette em tiras e acrescentar aos cogumelos misturando.
Temperar com sal e pimenta e deixar cozinhar entre 5 a 7 minutos até os legumes amolecerem.
Verificar a cozedura da massa e se estiver pronta, escorrer a água (poupando um bocadinho para ajudar a envolver) e passar para a frigideira.
Sempre com o lume ligado envolver a massa com o refogado.
Servir salpicado de sementes de chia e umas folhinhas de funcho.


Adaptado do livro Refeições Rápidas, Passo a Passo da Love Food


Limonada de Limas com Gengibre, Hortelã e Sementes de Chia

Com este calor tem havido um jarro bem fresquinho desta limonada quase todos os dias cá por casa. A primeira vez que fiz foi para o Jantar com Sabor a Jazz e vi logo que ia ser a bebida deste Verão. O aroma das Limas e da Hortelã com o picante do Gengibre resulta na perfeição! E depois temos as poderosas Sementes de Chia, que apesar de minúsculas, são um super-alimento e estão recheadas de coisas boas!

Estas sementes acompanham-nos desde os Maias e Astecas e acredita-se que na altura eram um parte substancial da sua alimentação. Para além do seu uso medicinal no alívio de dores nas articulações e queimaduras, há relatos, de que muitas vezes, os guerreiros sobreviviam com apenas uma colher de sopa por dia!

São muito ricas em Ómega 3, proteínas completas, fibras e minerais e ao contrário de outras sementes, como as de Linhaça, não precisam de ser moídas para nos darem todos os seus nutrientes. E em que é que estas coisas todas nos fazem bem? Ajudam a reduzir o mau colesterol, a regular a coagulação do sangue, a regenerar as células da pele, das mucosas e dos nervos e como são muito ricas em fibras ajudam a manter a linha e a melhorar o sistema digestivo.

Outra coisa fantástica destas pequenas sementes é que ao entrarem em contacto com líquidos formam uma espécie de gel muito aglutinador o que as torna num substituto perfeito dos ovos em receitas de pastelaria veganas.

Vêm? Perfeitas! Para toda a gente mas principalmente para vegetarianos, grávidas ou mulheres em amamentação e atletas. It's Chia Power!


Ingredientes (cerca de 1 litro)

1 Lima
800ml de Água fresca
1 pedaço de Raiz de Gengibre
1 colher de sopa de Sementes de Chia
1 colher de sopa de Açúcar Amarelo
Hortelã a gosto
Gelo para servir

Preparação

Espremer o sumo da lima (rolando a lima numa superfície rija antes de espremer ganha-se muito mais sumo) e reservar.
Descascar e picar grosseiramente  o gengibre.
Colocar a casca da lima, o gengibre e as folhinhas de hortelã num processador (se não tiverem, uma varinha mágica serve) e picar bem.
Misturar com a água e coar para o jarro onde se vai servir.
Juntar o sumo da lima, o açúcar e as semente de chia e mexer.
Guardar no frigorífico e juntar gelo na hora de servir.


Pie Pops de Morangos com Vinagre Balsâmico e Hortelã


Desde que vi esta receita que fiquei a sonhar com ela. Pie Pops! Não são a coisa mais adorável que viram nos últimos tempos? São apenas pequenas tartes com pauzinhos de chupas-chupas, mas há qualquer coisa de irresistível nelas... 

Para estas fiz um recheio de Morangos com um bocadinho de Vinagre Balsâmico e Hortelã, uma das minhas últimas descobertas em termos de combinações perfeitas, mas de certeza que ficam igualmente boas com qualquer outra fruta. Pêssegos e Ameixas, Framboesas... Mas as próximas que fizer devem ser de Banana e Canela... Fiquei de água na boca desde que me falaram nisso a propósito das Papas de Aveia!

Já sabem que o que eu gosto é mesmo de meter as mãos na massa e fazer tudo caseirinho, mas se quiserem podem usar massa daquela já pronta e passar uns momentos bem divertidos na cozinha, principalmente se houver criançada nas vossas casas! Vão adorar!






E se este Sábado a chuva deixar, vão poder provar estas maravilhas no Mercado Quebra Costas em Coimbra! São todos muito bem vindos!


Ingredientes (6 Pie Pops)

Recheio
300g de Morangos
100g de Açúcar Amarelo
2 colheres de sopa de Vinagre Balsâmico
Hortelã a gosto

Massa
225g de Farinha de Trigo Integral
25g de Açúcar Amarelo
120ml de Óleo de Amendoim*
4-5 colheres de sopa de Água fria
Raspa de 1 Limão (opcional)


Preparação

Lavar e arranjar os morangos, tirando-lhes os pezinhos e picando-os grosseiramente.
Numa taça misturar os morangos com o açúcar, o vinagre balsâmico e a hortelã e deixar repousar enquanto de prepara a massa.
Numa outra taça misturar a farinha com o açúcar, o óleo e a raspa de limão até ficar com a textura de pão ralado.
Aos poucos ir juntando a água, misturando sempre até se formar uma bola que se descole das paredes da taça.
Deixar repousar no frigorífico durante cerca de 20 minutos.
Numa superfície enfarinhada estender a massa uniformemente e o mais fina que conseguirem.
Cortar a massa em círculos (o meu cortador tem cerca de 8 cm de diâmetro).
Pôr um pauzinho por cima de um círculo de massa e pressionar ligeiramente.
Colocar um pouco do recheio de morangos e tapar com outro círculo de massa (achei mais fácil se esticasse ligeiramente este 2º círculo).
Com a ponta de um outro pauzinho fechar as tarte pressionando a toda a volta dos círculos.
Colocar a tarte pronta num tabuleiro de ir ao forno forrado com papel vegetal.
Repetir até acabarem os círculos.
Levar ao forno pré-aquecido durante 30 minutos até as tartes começarem a ficar douradas.


*Usei óleo de amendoim porque queria que as tartes fossem veganas, mas podem substituir pela mesma quantidade (em gramas) de manteiga.


Salada de Mistura de Tomates


Ou a Melhor Salada de Tomate do Mundo! Quem o diz é o Jamie Oliver e quem sou eu para o contrariar! Já tinha visto esta salada há uns anos mas acho que ficou guardada numa qualquer gaveta da memória... Na altura o que mais gostei foi da diversidade de tomates que ele usou... tantas cores e formatos diferentes! Mas como nunca encontrei nada do género à venda lá foi ficando na gavetinha. Até este sábado. A caixinha com tomates de todas as cores e feitios foi a primeira coisa que vi no Mercadinho do Botânico,  e logo ali soube o destino que lhe ia dar! E agora que já a provei, posso confirmar, que sim senhores, é a melhor salada de tomate do mundo! A quantidade de texturas e aromas diferentes é simplesmente divinal. Servi-a com uma tortilha e umas fatias de pão rústico torradas para o nosso brunch de domingo. Perfeito!


Ingredientes

500g de Tomates (quanto mais variados melhor!)
1/2 Malagueta Vermelha
1 dente de Alho pequeno
4 a 6  folhas de Manjericão
 Orégãos Secos
Vinagre Balsâmico
Azeite
Sal Marinho
Pimenta Preta moída na hora


Preparação

Conforme o tamanho, cortar os tomates em quartos ou metades. Os mais pequeninos podem-se deixar inteiros, torna a salada mais rica visualmente! Picar a malagueta e ralar o alho. Juntar tudo numa taça e acrescentar os óregãos e a folhas de manjericão. Temperar com uma medida de vinagre para três de azeite e acrescentar o sal e a pimente a gosto. Decorar com folhas de manjericão e servir.

Molho de Tomate Caseiro - Basics #1


Cru, cozinhado e até mesmo de lata. O tomate nunca falta cá em casa. Uso tanto que ás vezes parece mesmo que todas as minhas comidas têm tomate! O que não é de todo mau, porque o tomate até nos faz muito bem. É quase um super alimento (sim, porque os super alimentos não precisam de ser sempre coisas exóticas),  é muito rico em vitamina c, fibras, minerais e num tal de licopeno que é um poderoso anti-oxidante. Mas wikipédias à parte, passemos ao que interessa!  Uma das coisas que gosto muito de fazer é este Molho de Tomate. Aproveito alguma receita (lembram-se do Assado de Requeijão e Frutos Secos?) que tenha molho de tomate e faço logo em quantidades industriais para depois congelar. Fica pronto a usar em variadíssimas coisas: pizzas, massas, guisados... Prático e saboroso!


Ingredientes

1 quilo de Tomate (bem maduros e se possível biológicos)
2 Cebolas grandes
4 Dentes de Alho
1 colher de sopa de Azeite
Sal
Pimenta Preta


Preparação

Descascar e cortar em pedaços grandes a cebola e o alho. Cortar também o tomate (há quem goste de o escaldar para tirar a pele, mas eu uso tudo). Juntar tudo numa panela grande, acrescentar o azeite e temperar com sal e pimenta. Ligar o lume e deixar cozinhar em lume médio por 30 minutos até o tomate estar meio desfeito. Passar para um copo misturador e passar a varinha mágica até se obter um puré grosso. Voltar a colocar na panela e deixar apurar durante 20 minutos. Guardar em frasquinhos esterilzados e congelar.


Eu gosto de manter o molho bastante simples em termos de tempero, fica mais versátil. Assim quando o uso posso colocar o que me estiver a apetecer na altura. Mas se quiserem, pode-se fazer logo de raiz com umas folhinhas de manjericão (que é aquela combinação imbatível!), ou oregãos, ou coentros...

Tosta Mediterrânica com Legumes de Verão



Ele é brunch, ele é lanche, ele é até um jantar aligeirado... Esta tosta é um dos clássicos cá de casa! Não dá trabalho nenhum e é quase sempre feita com o que houver no frigorífico (se bem que a courgette, o tomate e o pimento vermelho são essenciais para dar aquele gostinho do mediterrânico). Mais uma óptima sugestão para aqueles dias de preguiça!


Ingredientes (para 2 tostas)

6 Tomates Cereja
1 dente de Alho
1/4 Cebola
1/4 Pimento Vermelho
1/4 Courgette
1/2 Beringela (usei já assada que me tinha sobrado de um Baba Ganoush)
4 folhas de Manjericão
1 colher de sobremesa de Vinagre Balsâmico
2 fatias de Pão Saloio
1 Queijo Fresco (dos pequenos)
Sal
Pimenta
Azeite


Preparação

Cortar a cebola em fatias fininhas e refogar ligeiramente num pouco de azeite. Quando estiver a ficar transparente juntar o resto dos legumes cortados em cubos (não é preciso muita precisão, quanto mais "rústico" melhor!). Deixar cozinhar por uns 10 minutos até começarem a amolecer. Acrescentar o vinagre balsâmico e temperar com o sal e a pimenta. Entretanto tostar as fatias de pão. Passar um dente de alho cortado pela tosta e cobrir com os legumes. Espalhar o queijo fresco meio esmigalhado, regar com um fio de azeite e salpicar com um pouco de pimenta moída na hora. Decorar com as folhas de manjericão e está pronto!


Salada de Feijão Fresco



Adoro feijão! Desde pequenina. A minha mãe dizia sempre "esta podia comer feijão todos os dias que não se importava.". E era verdade! E Ainda hoje o é, adoro feijão branco, preto, vermelho, manteiga, frade... enfim, adoro feijão! Mas há um que, para além de gostar, me traz uma memória especial: o feijão fresco, ou feijão de debulho como lhe queiram chamar. Sempre que o preparo lembro-me do meu avô. Das horas que passava com ele a descascar estes feijões, os dois sentados num banquinho de madeira na cozinha da minha avó. Lembro-me de trepar por ele acima e de ele me chamar pernas de aranhiço e rabo de lagartixa, e de como eu adorava esses nomes! Lembro-me de um homem calmeirão que gostava de coçar as costas nas esquinas das portas. Lembro-me do quanto gostava dele e ele de mim... É, este feijão é sem dúvida muito especial... E quando o encontro no mercado sei que tenho de o trazer para casa. Às vezes ainda com a casca só para me poder sentar num banquinho de madeira a descasca-los e a viajar por esses tempos sem horas...


Ingredientes (para 2 pessoas)

120g de Feijão Fresco cozido
150g de Massa em Espiral (usei uma de milho, sem glutén, muito boa)
1 Tomate Coração de Boi
100g de Rúcula Selvagem
1 Cebola Bebé
1 Queijo Fresco (dos pequenos)
Salsa
Sal
Pimenta
Azeite
Sumo de Limão


Preparação

Cortar a cebola em rodelas muito fininhas e temperar com o azeite, sal, pimenta e sumo de limão. Deixar a marinar o mais tempo possível para que a cebola fique bem molinha. Entretanto cozer a massa em água temperada com sal e pimenta. Cortar o tomate aos gomos e juntar à cebola. Acrescentar o feijão, a massa (depois de arrefecer) e a rúcula e envolver bem. Servir numa travessa com o queijo fresco grosseiramente espalhado por cima e salpicada de salsa picada.


O Feijão Fresco só há no Verão. Eu gosto de comprar logo muito, cozer em água temperada com sal, pimenta, uma folha de louro e um dente de alho e congelar em pequenas doses para depois usar conforme me vai apetecendo. No caso das saladas é só deixar descongelar naturalmente e está pronto!

Gelado de Limão com Hortelã


É, ao que parece o Verão chegou agora... E cheio de vontade de compensar os meses de timidez! E dias a escaldar pedem sabores bem fresquinhos como o deste Gelado de Limão com Hortelã!


Ingredientes

2  Ovos
200g de Açúcar Amarelo
Sumo e Raspa de 2 Limões
1dl de Natas
Hortelã a gosto


Preparação

Bater o açúcar e as gemas e juntar o sumo dos limões (não esquecer de filtrar o sumo por causa dos caroços e das fibras). Aquecer em lume em banho-maria para engrossar mas cuidado para não ferver.
Assim que estiver espesso, retirar do lume e deixar arrefecer. Bater as claras em castelo e envolver com cuidado as natas (batidas em chantilly previamente). Envolver depois a mistura das gemas e do sumo de limão. Juntar as raspas de limão e umas folhinhas de hortelã picadas. Passar o preparado para um recipiente e levar ao congelador. Assim que começar a ficar congelado, retirar e bater bastante. Voltar a introduzir no frio e repetir até ficar com a consistência de um gelado. Servir salpicado de raspas de limão e um raminho de hortelã.


Se não tivermos máquina de gelado (como eu) dá um bocadinho de trabalho porque temos de bater o gelado várias vezes até conseguirmos a consistência certa. Mas quando se tiverem a deliciar com uma bela taça de gelado  num dia de 35º vão ver que valeu bem a pena!