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Azeite de Tomilho, Alho e Pimenta :: Garlic, Pepper and Thyme Olive Oil

Estamos quase no fim de Fevereiro mas ainda tenho prendas de Natal para vos mostrar. Têm sido tantas as aventuras e desventuras, com um gigante projecto novo pelo meio (um dia destes conto-vos tudinho!) que ficaram duas prendas por vos mostrar. Mas mais vale tarde que nunca, certo?

O meu pai é um homem de sabores simples. Por ele havia batatas cozidas e pão em cima da mesa todos os dias. Regados com Azeite, pois claro, que a mesa é mesmo portuguesa! Por isso pelo Natal pensei oferecer-lhe um Azeite mais especial, temperado com os sabores que ele mais gosta e uma pitada de amor. 

Estes azeites aromatizados são perfeitos para dar um toque mais especial a qualquer cozinhado ou salada. Principalmente se forem usados no fim da preparação. E as combinações de sabores são mesmo quase infinitas! Tomilho, orégãos, alecrim, manjericão, gengibre, malaguetas, louro, alho, cascas de citrinos, pimentas... É mesmo uma questão de nos deixarmos levar pelos nossos favoritos!

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We're almost at the end of February but I still have Christmas gifts to show you. There have been so many adventures and misadventures with a giant new project in the between (one of these days I'll tell you all about it!) that I left two gifts missing from my Christmas series. But better late than never, right?

My father is a man with simple tastes. He could have potatoes and bread everyday and be happy. Drizzled, of course, with Olive Oil, like a true Portuguese  So, his Christmas gift could only be one. A special Olive Oil, seasoned with his favorite flavors and a pinch of love.

Aromatic olive oil are perfect to give a special touch to any meal or salad or cooked. Especially if they are used at the end of the preparation. And the flavor combinations are almost endless! Thyme, oregano, rosemary, basil, ginger, chilies, bay leaves, garlic, citrus peel, peppers... Really, our taste is the limit! 


Azeite de Tomilho, Alho e Pimenta

Ingredientes
500ml de Azeite Extra Virgem (de preferência com uma acidez menor que 0,8%)
2 dentes de Alho
Raminho de Tomilho fresco
1 colher de chá de Pimenta Preta em grão

Preparação
Com a ajuda de um funil verter o azeite para uma garrafa esterilizada.
Colocar os dentes de alho descascados o tomilho e a pimenta preta.
Fechar bem a garrafa com uma rolha nova ou uma tampa específica para servir azeite.
Manter num lugar escuro para preservar o azeite e deixar apurar por 2 semanas antes de usar


Garlic, Pepper and Thyme Olive Oil

Ingredients
500ml Extra Virgin Olive Oil (preferably with an acidity less than 0.8%)
2 Garlic cloves
Thyme sprig
1 tsp Black Peppercorns

Directions
With a funnel pour the olive oil to a sterilized bottle.
Put the peeled garlic cloves, thyme and black pepper.
Close the bottle with new cork or a specific cap to serve olive oil.
Keep in a dark place to preserve the olive oil and let it rest for 2 weeks before using.


Ghee

Ghee Is Love! Foi esta a frase que marcou o workshop de alimentação Satva com a Sarah Britton. Há muito tempo que ouvia falar em Ghee e naquela tarde tive finalmente a oportunidade de provar esta delícia.  Desde aí que nunca mais faltou cá em casa!

Mas antes de vos contar como chegámos a este slogan tenho de vos apresentar este menino. Ghee é usado  na culinária Ayurvédica desde o inicio da História, que é como quem diz há 5000 anos! E além de ser delicioso, tem um sem fim de propriedades benéficas. É uma preciosa ajuda em problemas de digestão, úlceras e obstipação e promove a saúde dos olhos e da pele. É até usado na cosmética Indiana para hidratar a pele e no tratamento de queimaduras e bolhas! 

Essencialmente Ghee é manteiga clarificada e dependendo da origem da manteiga que usarmos, pode ser muito rico em antioxidantes, além de ajudar o corpo a absorver as vitaminas e minerais dos outros alimentos.

Acho que já começam a desconfiar como lá chegámos, não? Mas agora preparem-se para ficar com o vosso mundo de pernas para o ar! Principalmente se sempre cozinharam com azeite como eu...

Quando cozinhamos com gorduras há um factor muito importante que temos de ter em conta: o ponto de fumo. Ora o azeite, principalmente o extra virgem, tem um ponto de fumo muito baixinho o que significa que começa a queimar a temperaturas relativamente baixas. E assim que uma gordura começa a queimar, começam a formar-se radicais livres, responsáveis por alterações nas nossas células, causando doenças como o cancro e aterosclerose... E ninguém quer isso, certo?

Esta pouca resistência ao calor significa que o azeite extra virgem não é bom para para cozinhados em que não controlamos a temperatura como refogados e salteados. Continuo a usar em assados, apesar da Sarah não ter aconselhado muito, pois é uma cozinha lenta em que a temperatura está sempre ao mesmo nível, e cru, como sempre, em saladas ou para dar aquele toque final em qualquer prato, mas reduzi bastante os seu uso no tão nosso refogado. Claro que existem outros tipos de azeite (virgem, puro, refinado) que podem ser usado para cozinhar com temperaturas mais elevada, porque têm uma menor concentração componentes nutritivos frágeis. Mas se forem como eu só têm mesmo o extra virgem nos armários...

Mas quando falamos de Ghee a história é outra. Sendo manteiga clarificada, faz-se aquecendo a manteiga lenta e regularmente até que as proteínas (caseína) e os açúcares (lactose) do leite se separem da nata pura. Sem estes sólidos o Ghee pode atingir temperaturas elevadíssimas sem queimar. É esta a principal diferença entre cozinhar com manteiga ou com Ghee. E há também boas notícias para as pessoas com alergias a produtos lácteos, é que como não tem nem caseína nem lactose é perfeitamente tolerado!

Claro que continua a ser manteiga, e o seu consumo deve ser moderado, mas tem um sabor tão intenso que 1 colher é suficiente para substituir 4 de qualquer outra gordura!

Portanto, resumindo e concluíndo... Se não forem vegans, Ghee é a melhor gordura para cozinhar.

Percebem agora? 

Ghee Is Love!!


Ingredientes

500g de Manteiga Biológica sem sal


Preparação

Aquecer a manteiga numa panela de fundo pesado, sem tampa e em lume brando até derreter.
Durante 20-30 minutos vigiar a manteiga e com cuidado verificar as 3 camadas que se formam: uma camada superior de espuma, uma camada intermédia de nata líquida e uma inferior com os sólidos do leite.
Pode-se remover a espuma superior para ver melhor o fundo, mas não é essencial uma vez que se vai coar tudo no fim.
Assim que a manteiga parar de criar espuma verificar se a camada inferior se tornou num dourado acastanhado e remover imediatamente do calor.
Colocar algumas camadas de tecido de algodão num pirex e verter cuidadosamente a manteiga líquida.
Deixar arrefecer e passar para frasquinhos estrelizados.
Quando estiver completamente frio pode-se tapar e guardar.
Dura até 1 ano se guardado no frigorífico e 2 a 3 meses em temperatura ambiente.


Fonte daqui


Caldo de Legumes Caseiro - Basics #2


Sabem aquelas receitas que falam sempre de Caldo de Legumes? Eu, como não gosto nada de caldos knorr e outras coisas que tais, usava sempre água em vez do tão falado caldo... Mas também é verdade que ficava sempre a pensar qual seria o resultado se tivesse realmente usado o caldo de legumes. Assim, depois de mil e uma receitas "aldrabadas", lá pus finalmente mãos à obra e fiz o meu, caseirinho, saboroso e sem nenhum ingrediente daqueles que nem conseguimos pronunciar o nome.

E a melhor parte é que não dá trabalho nenhum e podemos congelar em cubinhos para ter sempre à mão. É tudo feito com com aquelas partes dos legumes que normalmente não utilizamos, os talos, as folhas mais rijas e até mesmo as cascas. Aqui no Passe Vite não se deita nada fora e eu adoro!

Não há assim uma receita fixa. Eu normalmente aproveito as sobras da sopa semanal, que cá por casa é feita ao Domingo, e junto algum outro legume e ervas aromáticas que tenha para enriquecer o caldo.

Mais um básico Passe Vite, daqueles que não podem faltar na cozinha de qualquer aventureiro que se preze!


Ingredientes

2 litros de Água
folhas verdes de um Alho Françês
talos de 3 folhas de Couve Portuguesa
cascas de 1 Cebola
4 dentes de Alho
1/2 Cenoura
1/4 de Pimento Vermelho
3 folhas de Louro
1 raminho de Salsa, Tomilho e Coentros (ou outras quaisquer ervas que tenham) 
Azeite
Sal Marinho
Pimenta Preta moída na hora


Preparação

Lavar bem todos os ingredientes e cortá-los grosseiramente.
Colocar tudo num tacho grande juntamente com a água, um fio de azeite e um pouco de sal e pimenta preta (cuidado para não temperar muito, depois pode alterar muito o tempero da receita em que se usa o caldo).
Deixar levantar fervura, baixar o lume e deixar cozinhar por 45 minutos.
Coar o caldo e deixar arrefecer.
Deitar em frascos esterilizados ou em forminhas de gelo.
No frigorífico dura uma semana e no congelador cerca de 3 meses.

Molho de Tomate Caseiro - Basics #1


Cru, cozinhado e até mesmo de lata. O tomate nunca falta cá em casa. Uso tanto que ás vezes parece mesmo que todas as minhas comidas têm tomate! O que não é de todo mau, porque o tomate até nos faz muito bem. É quase um super alimento (sim, porque os super alimentos não precisam de ser sempre coisas exóticas),  é muito rico em vitamina c, fibras, minerais e num tal de licopeno que é um poderoso anti-oxidante. Mas wikipédias à parte, passemos ao que interessa!  Uma das coisas que gosto muito de fazer é este Molho de Tomate. Aproveito alguma receita (lembram-se do Assado de Requeijão e Frutos Secos?) que tenha molho de tomate e faço logo em quantidades industriais para depois congelar. Fica pronto a usar em variadíssimas coisas: pizzas, massas, guisados... Prático e saboroso!


Ingredientes

1 quilo de Tomate (bem maduros e se possível biológicos)
2 Cebolas grandes
4 Dentes de Alho
1 colher de sopa de Azeite
Sal
Pimenta Preta


Preparação

Descascar e cortar em pedaços grandes a cebola e o alho. Cortar também o tomate (há quem goste de o escaldar para tirar a pele, mas eu uso tudo). Juntar tudo numa panela grande, acrescentar o azeite e temperar com sal e pimenta. Ligar o lume e deixar cozinhar em lume médio por 30 minutos até o tomate estar meio desfeito. Passar para um copo misturador e passar a varinha mágica até se obter um puré grosso. Voltar a colocar na panela e deixar apurar durante 20 minutos. Guardar em frasquinhos esterilzados e congelar.


Eu gosto de manter o molho bastante simples em termos de tempero, fica mais versátil. Assim quando o uso posso colocar o que me estiver a apetecer na altura. Mas se quiserem, pode-se fazer logo de raiz com umas folhinhas de manjericão (que é aquela combinação imbatível!), ou oregãos, ou coentros...