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Trufas de Chocolate e Avelãs :: Chocolate Hazelnut Truffles


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Preparados para mais um round de sobremesas hiper saudáveis?

Estas trufas de aspecto tão delicioso são na verdade pequenas bombinhas de nutrientes e anti-oxidantes. Na verdade não têm um único ingrediente que não tenha super poderes, desde o Cacau Cru (que já ficaram a saber tudo sobre as suas maravilhas aqui), ao Óleo de Coco, às Tâmaras, Avelãs e à Canela, para não falar nas magníficas Bagas Goji! E depois de as provarem vai ser difícil acreditar que algo tão guloso nos possa fazer tão bem. Tão difícil que vão ter de voltar ao frigorífico uma e outra vez... Pelo menos é a única explicação plausível para a velocidade com que desapareceram cá por casa!

Têm sido um verdadeiro sucesso nos workshops e aproveito sempre para falar das Tâmaras, as melhores amigas das sobremesas crudívoras e outras iguarias saudáveis. Originárias dos oásis do Norte de África e do Médio-Oriente, as Tâmaras acompanham-nos desde o início dos tempos, assim qualquer coisa como 4000 anos AC ! São incrivelmente doces e suculentas  perfeitas para os mais gulosos, mas ao contrário do açúcar processado são naturalmente ricas em fibras, minerais, vitaminas e açúcares simples ajudando a repor energias e a revitalizar o corpo.

O seu alto teor em fibras dificulta a absorção do mau colesterol e previne a obstipação e outras desordens intestinais e como são uma excelente fonte de ferro e potássio ajudam a melhorar a capacidade de transporte de oxigénio do sangue e a controlar a frequência cardíaca e a pressão sanguínea. São também ricas em minerais como o cálcio, manganês, magnésio, cobre, componentes essenciais para o bom funcionamento dos músculos, formação óssea, coagulação do sangue, sistema nervoso e para a produção de células vermelhas do sangue.

As Tâmaras são ainda conhecidas pelos seus altos níveis de flavonóides anti-oxidantes polifenólicos (uuuf!!) conhecidos como taninos, com propriedade anti-infecciosas, anti-inflamatórias e anti-hemorrágicas, e de outros antioxidantes como o beta-caroteno, a luteína e zeaxantina (só palavras grandes hoje!) e vitamina A, essenciais para a visão e a manutenção da saúde dos tecidos da pele.

São super versáteis, podendo ser consumidas cruas, desidratadas, sozinhas ou para enriquecer papinhas, batidos, doces, cremes de barrar... Enfim, podem contar com mais umas visitinhas destas maravilhas por aqui!






Ready for another round of super healthy desserts?

These so delicious-looking truffles are actually small nutrients and antioxidants  firecrackers. Actually every single ingredient in them has super powers, from Raw Cacao (which has got to know everything about its wonders here), to the Coconut Oil, Dates, Hazelnuts and Cinnamon, not to mention the wonderful Berries Goji! And after you taste one it will be really hard to believe something so good is also so healthy. So hard, you'll find yourself coming back to the fridge again and again...  I mean, that's the only possible explanation for how quick they disappeared! 

They have been a real success in the workshops and I always take the opportunity to speak about Dates, the best friends of raw desserts and other healthy delicacies. Originating from North Africa and the Middle East Oasis, Dates have been with us since the beginning of time, something like 4000 BC! They are incredibly sweet and succulent, perfect for those with a sweet tooth, but unlike processed sugar they are naturally rich in fiber, minerals, vitamins and simple sugars helping to restore energy and revitalize the body.

Its high fiber content prevents the absorption of bad cholesterol, constipation and other intestinal disorders, and as they are an excellent source of iron and potassium they improve the blood oxygen-carrying capacity and help to control blood pressure and heart rate. Dates are also rich in minerals such as calcium, manganese, magnesium and copper, essential components  for the proper functioning of muscles, bone, blood clotting, nerve and system for the production of red blood cells.

Also, Dates are known for their high levels of flavonoid polyphenolic antioxidants (uuuf!!) known as tannins, with anti-infective, anti-inflammatory and anti-hemorrhagic properties, and other antioxidants such as beta-carotene, lutein and zeaxanthin (big words today!) and vitamin A, essential for maintaining the vision and health of skin tissue.

They are super versatile and can be eaten raw, dehydrated, to enrich porridges and breakfast bowls, smoothies, pastries, spreads ... You can count on a few more visits of these wonders!



Trufas de Chocolate e Avelãs

Ingredientes (10 Trufas)
70 g de Avelãs
6 Tâmaras Medjool, sem caroço
1 colheres de sopa de Óleo de Coco, derretido
3 colheres de sopa de Cacau Cru em pó
1/2 colher de chá de Canela em pó
1 pitada de Sal Marinho
25 g de Bagas Goji (para a cobertura)
2 colheres de sopa de Cacau Cru (para a cobertura)

Preparação
Pré aquecer o forno.*
Colocar as avelãs num tabuleiro e levar ao forno para tostar durante 20 minutos.
Deixar arrefecer um pouco e retirar as peles, rolando as avelãs entre as mãos.
Colocar as avelãs peladas num processador de alimentos e picar até obter uma farinha grossa.
Com o processador ligado colocar as tâmaras uma à uma.
Adicionar o óleo de coco, o cacau, a canela e o sal e misturar até formar uma massa.
Colocar a mistura numa tigela e levar ao frigorífico por 30 minutos - 1 hora.
Entretanto colocar as bagas goji num processador de alimentos (limpo) e picar.
Transferir para um prato raso.
Num outro prato colocar o cacau cru.
Formar as trufas fazendo bolinhas com a massa.
Rolar metade das trufas, uma a uma, nas bagas do goji picadas.
Rolar a outra metade no cacau cru.
Levar novamente ao frigorífico por pelo menos 1 hora antes de servir.
Quem conseguir comer só uma não é deste mundo!

*Para uma versão totalmente raw colocar as avelãs de molho durante pelo menos 4 horas e não tostar.


Chocolate and Hazelnut Truffles

Ingredients (10 truffles)
70 g Hazelnuts
6 Medjool Dates, pitted
1 tbsp Coconut Oil, melted
3 tbsp Raw Cacao powder
1/2 tsp Cinnamon powder
1 pinch of Sea Salt
25 g Goji Berries (to cover)
2 tbsp Raw Cacao powder (to cover)

Directions
Pre heat the oven.*
Place the hazelnuts on a tray and bake for 20 minutes.
Allow to cool slightly and remove the hazelnuts skins, rolling them between your hands (it doesn't have to be perfect, remove only the excess).
Place the peeled hazelnuts in a food processor and blend until a coarse flour.
With the food processor add the dates one by one.
Add the coconut oil, raw cacao, cinnamon and salt and mix to form a dough.
Place the mixture in a mixing bowl and refrigerate 30 minutes - 1 hour.
In the meanwhile put the goji berries in the (clean) food processor and grind them to crumble like texture.
Transfer to a shallow dish.
In another shallow dish put the raw cacao powder. 
Form the truffles by making little balls with the dough.
Roll half of the truffles one by one in the goji berries crumble.
Roll the other half in the raw cacao powder.
Put in the refrigerator for at least 1 hour before serving.
If you can eat only one you are not from this world.

*For a fully raw version soak the hazelnuts for at least 4 hours and skip the toasting.


Receita daqui :: Recipe from here
Fontes nutricionais daqui :: Nutritional fonts from here 


Detox Weekend!

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A Sarah Britton voltou a espalhar a sua magia na maravilhosa e acolhedora Casa Vinyasa, num fim de semana inteiramente dedicado a limpar o corpo e a alma, com muito amor e risos pelo meio.

Foi o meu primeiro Detox e confesso que na viagem para baixo me acompanhou um grande onde-é-que-me estou-a-meter. Nunca me privei de comer o que me apetece, apesar de quase sempre me apetecer coisas bem saudáveis, e sabia que íamos comer pouco e bem levezinho. E verdade seja dita, fico assim meio para o bicho quando estou com fome!

Nos 3 dias antes de começar o fim de semana, era aconselhado irmos adoptando uma dieta totalmente vegan, ou seja sem qualquer produto animal incluindo ovos e laticínios (até aqui easy peasy) e deixando os doces e o café (nada, nada fácil este último!). Assim, a transição para o programa de Detox que a Sarah preparou para nós seria mais suave.

Já na Casa Vinyasa os dias começavam bem cedinho e às 8 da manhã já estávamos prontos para a prática de 2 horas de Ashtanga Yoga, guiados pela Isa numa sala inundada de sol. Depois seguia-se um pequeno intervalo em que descansávamos um pouco e bebíamos um chá enquanto esperávamos pelas palestras da manhã e o primeiro sumo do dia.

Depois da palestra da manhã começávamos a preparar o almoço, e aqui sim, senhoras e senhores, começava a verdadeira tortura! É que estar ali, só com um suminho na barriga, a ver a Sarah a preparar aquelas delícias todas não é nada fácil. E o cheirinho? Uuf! Só vos digo que quando nos sentávamos para comer era realmente difícil seguir o conselho da Sarah para comermos devagarinho, mastigando sempre muito bem.

A seguir ao almoço tínhamos um intervalo em que aproveitávamos para passear pelo parque, ler ou simplesmente descansar e reflectir na experiência que estávamos a viver. Quando voltávamos já tínhamos mais um suminho à nossa espera para começar as palestras e workshops da tarde. O dia terminava depois de um jantar bem levezinho, com uma sessão de Yoga Nidra, numa fantástica viagem de relaxamento conduzida pela voz suave da  Isa, acompanhados pelo crepitar da lareira acesa.






Nas palestras a Sarah partilhou connosco todos os seus conhecimentos sobre os processos de Detox. Essencialmente são limpezas aos nossos orgãos internos e são feitas desde o inicio dos tempos, o jejum total, por exemplo, era uma das formas de tratamento de várias doenças na antiguidade. Aliás, quem tiver amigos de 4 patas em casa sabe que sempre que ficam doentes uma das primeiras coisas que fazem é parar de comer. Um Detox, seja ele mais ou menos radical, é uma oportunidade fantástica para darmos ao nosso organismo um descanso, para que ele se renove e trate de tarefas que foi deixando para trás porque estava demasiado ocupado com o processo constante de digestão a que o submetemos. É também a altura para aproveitar para abrandar um pouco e refletir no nosso estilo de vida, nos nossos hábitos mentais e/ou físicos e ganhar força para fazer as mudanças que achamos necessárias.

No primeiro dia a Sarah falou-nos sobre a importância da saúde do nosso sistema gastrointestinal e como está directamente relacionada com a nossa saúde e sucesso dos processos de desintoxicação que o nosso corpo faz diariamente. E há coisas bastante simples que podemos fazer para o digerir como comer devagar, sem distrações e mastigar muito bem todos os alimentos. Até os líquidos! Isto desencadeia uma série de reações químicas que vai melhorar imenso o processo de digestão e absorção dos nutrientes. Falou-nos também sobre o equilíbrio do Ph do organismo, e como as doenças prosperam em ambiente mais ácido sendo muito importante manter os nosso órgãos ligeiramente mais alcalinos tenho uma dieta muito rica em alimentos que deixem um rasto alcalino (conto poder-me alargar mais sobre este assunto brevemente) e cultivando uma atitude mais positiva e relaxada perante a vida.

No domingo vimos os vários tipos de programas Detox, desde o jejum total, aos programas só a base de sumos ou batidos, aos deste género mais sauve em que retiramos alguns alimentos da nossa dieta como os cereais, frutos secos e leguminosas mas continuamos a ingerir comida sólida e como entrar progressivamente neles e como sair. Porque tão importante como o Detox em si é o que fazemos a seguir a ele. Ou acham que depois era só empaturrar e comer tudo aquilo em que andámos a sonhar durante o programa? Pois, pois... Sabem quando acabamos de limpar a nossa casa, deixamos tudo num brinquinho e até temos pena de voltar a sujar? É mais ou menos isso! Quando saímos de um Detox, todos os nossos orgãos estão bem limpinhos, prontos a começar de novo e por isso convém que as primeiras coisas que ingerimos sejam simples de digerir. Depois há medida que os dias passam podemos ir introduzindo cada vez mais alimentos, até mais ou menos o 7º dia em que podemos voltar a comer normalmente.

Foi uma experiência super enriquecedora, com uma partilha humana que só se consegue nestes momentos tão especiais. Não vos vou esconder que também teve alturas menos fáceis em que a minha mente se enchia de pensamentos pecaminosos e delirava, entre outras coisas, com um grande quadrado de chocolate bem negro e amargo! ;) Mas depois de ultrapassados esses delírios era surpreendente ver como me sentia bem!

Um obrigada do tamanho do Mundo à Isa por nos fazer sentir tão em casa, à Liz e à Ana, as incansáveis ajudantes nos comandos da cozinha e claro, à Sarah por partilhar connosco mais uma vez a sua apaixonante e inspiradora energia. Pura magia! *














Once again Sarah Britton spread her magic at the wonderful and welcoming Casa Vinyasa, in a entire weekend dedicated to cleaning the body and soul with lots of love and laughter in the between!

It was my first Detox and I must confess that I was feeling a big what-am-I-getting-into while I was going to Lisbon. I've never deprived myself from eating what I want, although I almost always feel like having healthy things, and I knew that we were going to eat really light. And truth be told, I become a little diva when I'm hungry!

3 days before starting the weekend we should slowly adopt a completely vegan diet , meaning no animal products including eggs and dairy (so far easy peasy) and quitting sweets and coffee (and this last one was the real challenge). Thus, the transition to the Detox program would be much smoother for our body.

At Casa Vinyasa the days began bright and early! At 8 am we were ready to the 2 hours Ashtanga Yoga practice, led by Isa in a room flooded with sunlight. Then ensued a short break where we could rest a bit and drink some tea while we waited for the morning lectures and the first juice of the day

After the morning lectures it was time to prepare the lunch, and here, ladies and gentlemen, the real torture began! To sit there, with just a juice in our belly, seeing Sarah prepare all those delicious things, was not easy. And the smell? Uuf! As you can imagine, by the time we sat down to eat our mouths were watering completely! It was really, really hard to follow Sarah's advice to eat slowly, always chewing well.


After lunch we had a break in which we could take a walk through the park, read or simply sit back and reflect on the experience we were living. As we returned there was another juice waiting for us to start the afternoon lectures and workshops The day ended after a light dinner, with a session of Yoga Nidra, a fantastic journey of relaxation led by Isa's soothing voice, accompanied by the crackling fire of the fireplace.



























































In the lectures Sarah shared with us her knowledge about the Detox processes. These cleanses are made from the beginning of time, and complete fasting was a way of treating various diseases in the ancient days. Who has 4 legged friends at home knows what I'm talking about, as whenever they get sick the first thing they do is stop eating. A Detox, more or less radical, is a fantastic opportunity to give our body a rest, so it can renew itself and take care of some other tasks that are left behind by the constant digestion process that we submit it to. It's also the perfect time to slow down a bit and reflect on our lifestyles, our mental and/or physical habits and gain strength to make the changes we think are necessary.

On the first day, Sarah talked about the importance of our gastrointestinal system health and how it is directly related to our health in general and success of the daily detoxification processes that our bodies goes trough. There are simple things we can do to help our bodies in the digestion process like eating slowly, without distractions and really chew all the foods. Even the liquids! This starts a series of chemical reactions that will greatly improve the digestion and nutrients absorption. We also talked about the Ph balance of the body, as no disease can survive in a acidic environment and how important it is to keep our organs in a slightly more alkaline state with a diet rich in minerals and foods that leave a alkaline trail (I mean to extend more on this subject soon) and cultivating a more positive and relaxed attitude towards life.

On Sunday we saw the different types of Detox programs, from complete fasting, juices and smoothies fasts to this lighter genre we did in which we take some foods out of our diet such as cereals, nuts and legumes but continue to eat solids, and how to progressively start a Detox program and how to get out. Because as important as the Detox itself, is what we do after to it. Yes... No binge fest allowed! You know when you just clean your house, leaving everything spotless? Well, it's almost the same after you do a Detox as all our organs are super clean, ready to start over and so it is very important that the first things you eat are really simple and easy to digest. Then as the days go by, we can slowly introduce more foods, until about the 7th day when we can go back to eating normally.

It was a super enriching experience with a level of human sharing that you only get with these special moments. But I'm not gonna hide that it also had some less easy moments when my mind wondered with very sinful thoughts about a large bitter dark chocolate square! ;) But when I overcame these delusions it was amazing to see how well and full of vitality I felt.

A thank you the size of the World to Isa for making us feel so at home, to Liz and Ana, the tireless assistants in the kitchen commands and of course, to Sarah for sharing with us once again her passionate and inspiring energy. Pure magic! *

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E claro, não podia terminar sem deixar um obrigada também, a todos vocês pela onda gigante de Amor com que me inundaram em resposta ao meu desabafo. Quando o escrevi nunca imaginei que iria receber tanta força e carinho da vossa parte. Não imaginam o que siginficou para mim ler todas as vossas mensagens. Obrigada. A melhor família de cozinheiros do mundo inteirinho! 


Ghee

Ghee Is Love! Foi esta a frase que marcou o workshop de alimentação Satva com a Sarah Britton. Há muito tempo que ouvia falar em Ghee e naquela tarde tive finalmente a oportunidade de provar esta delícia.  Desde aí que nunca mais faltou cá em casa!

Mas antes de vos contar como chegámos a este slogan tenho de vos apresentar este menino. Ghee é usado  na culinária Ayurvédica desde o inicio da História, que é como quem diz há 5000 anos! E além de ser delicioso, tem um sem fim de propriedades benéficas. É uma preciosa ajuda em problemas de digestão, úlceras e obstipação e promove a saúde dos olhos e da pele. É até usado na cosmética Indiana para hidratar a pele e no tratamento de queimaduras e bolhas! 

Essencialmente Ghee é manteiga clarificada e dependendo da origem da manteiga que usarmos, pode ser muito rico em antioxidantes, além de ajudar o corpo a absorver as vitaminas e minerais dos outros alimentos.

Acho que já começam a desconfiar como lá chegámos, não? Mas agora preparem-se para ficar com o vosso mundo de pernas para o ar! Principalmente se sempre cozinharam com azeite como eu...

Quando cozinhamos com gorduras há um factor muito importante que temos de ter em conta: o ponto de fumo. Ora o azeite, principalmente o extra virgem, tem um ponto de fumo muito baixinho o que significa que começa a queimar a temperaturas relativamente baixas. E assim que uma gordura começa a queimar, começam a formar-se radicais livres, responsáveis por alterações nas nossas células, causando doenças como o cancro e aterosclerose... E ninguém quer isso, certo?

Esta pouca resistência ao calor significa que o azeite extra virgem não é bom para para cozinhados em que não controlamos a temperatura como refogados e salteados. Continuo a usar em assados, apesar da Sarah não ter aconselhado muito, pois é uma cozinha lenta em que a temperatura está sempre ao mesmo nível, e cru, como sempre, em saladas ou para dar aquele toque final em qualquer prato, mas reduzi bastante os seu uso no tão nosso refogado. Claro que existem outros tipos de azeite (virgem, puro, refinado) que podem ser usado para cozinhar com temperaturas mais elevada, porque têm uma menor concentração componentes nutritivos frágeis. Mas se forem como eu só têm mesmo o extra virgem nos armários...

Mas quando falamos de Ghee a história é outra. Sendo manteiga clarificada, faz-se aquecendo a manteiga lenta e regularmente até que as proteínas (caseína) e os açúcares (lactose) do leite se separem da nata pura. Sem estes sólidos o Ghee pode atingir temperaturas elevadíssimas sem queimar. É esta a principal diferença entre cozinhar com manteiga ou com Ghee. E há também boas notícias para as pessoas com alergias a produtos lácteos, é que como não tem nem caseína nem lactose é perfeitamente tolerado!

Claro que continua a ser manteiga, e o seu consumo deve ser moderado, mas tem um sabor tão intenso que 1 colher é suficiente para substituir 4 de qualquer outra gordura!

Portanto, resumindo e concluíndo... Se não forem vegans, Ghee é a melhor gordura para cozinhar.

Percebem agora? 

Ghee Is Love!!


Ingredientes

500g de Manteiga Biológica sem sal


Preparação

Aquecer a manteiga numa panela de fundo pesado, sem tampa e em lume brando até derreter.
Durante 20-30 minutos vigiar a manteiga e com cuidado verificar as 3 camadas que se formam: uma camada superior de espuma, uma camada intermédia de nata líquida e uma inferior com os sólidos do leite.
Pode-se remover a espuma superior para ver melhor o fundo, mas não é essencial uma vez que se vai coar tudo no fim.
Assim que a manteiga parar de criar espuma verificar se a camada inferior se tornou num dourado acastanhado e remover imediatamente do calor.
Colocar algumas camadas de tecido de algodão num pirex e verter cuidadosamente a manteiga líquida.
Deixar arrefecer e passar para frasquinhos estrelizados.
Quando estiver completamente frio pode-se tapar e guardar.
Dura até 1 ano se guardado no frigorífico e 2 a 3 meses em temperatura ambiente.


Fonte daqui


Fall Goodies!









Eu sei que o Outono não é das estações com mais amigos por aí, e até percebo, os dias cada vez mais pequenos, o céu cinzento, o frio a instalar-se devagarinho, anunciando o Inverno... Mas no meio disto tudo encontro-lhe encantos irresistíveis e muitos, claro, andam de volta dos tachos!

É a época dos legumes de raiz, das folhas verdes escuras e dos cogumelos, das abóboras e das castanhas, de uma imensidão de frutas como uvas, figos, pêras, maçãs romãs, dióspiros e todo o tipo de citrinos. Todos com uma missão em comum: darem-nos o que mais precisamos para resistir às temperaturas frias e dias escuros.

Podíamos ficar aqui dias a fio a falar de cada um deles e das suas infinitas propriedades mas como minha última obsessão são os legumes de raiz quero vos contar tudinho sobre estes meninos. Podem não ser os mais bonitos do mercado, mas eu gosto deles assim, tortos, sujos e cheios de carácter. Para mim são como pedras preciosas ou tesouros perdidos, ali debaixo da terra à espera que alguém os descubra.

Tecnicamente só são considerados legumes de raiz aqueles que têm raízes tuberosas (raízes dilatadas que armazenam os nutrientes da planta) como as beterrabas, cenouras, rabanetes, pastinacas e os nabos. Mas é comum alargar o termo a todos os legumes que cresçam no subsolo, sejam bolbos como a cebola e o alho, rizomas como o gengibre e a curcuma ou tubérculos como as batatas.

Devido às suas características, podem sobreviver a temperaturas extremas e são de um valor inestimável para a alimentação em invernos rigorosos e climas mais frios, quando pouco ou nada consegue crescer. Estas raízes foram mesmo a solução para muitas culturas ao longo dos períodos mais complicados da História salvando-as da fome. Há até relatos de terem servido como uma importante moeda de troca na Rota da Seda na altura dos descobrimentos.

Apesar de cada um dos legumes de raiz ter a sua própria composição nutricional, todos eles funcionam como um cofre blindado para a planta, guardando tudo o que ela mais necessita  para crecer: vitaminas, minerais, fitonutrientes, carboidratos complexos e fibras. As boas notícias são que nós também podemos aproveitar estes pequenos cofres nutritivos. Conseguem imaginar os benefícios destas coisas todas para a saúde humana? 

Mas o que é isso de carboidratos complexos e fitonutrientes? Os carboidratos complexos têm uma digestão mais lenta prolongando a sensação de saciedade. E são ainda mais eficazes quando são consumidos com as suas amigas fibras! Os fitonutrientes incluem poderosos antioxidantes que combatem radicais livres no nosso corpo. Estão associados à cor do vegetal, quanto mais intensa mais fitonutrientes ele contém. Estão a ver aquele fúscia vibrante das beterrabas? E o laranja brilhante das cenouras? Só podem querer dizer coisas boas!

E no fim de contas sempre se ouviu dizer que a cenoura faz bem ao olhos! Quem é que daqui se atreve a duvidar da eterna sabedoria das avós?


Fontes aqui, aqui, aqui e aqui.